Serviços

1. Patologia Cirúrgica

O que é Patologia Cirúrgica?

A Patologia Cirúrgica é a área da Anatomia Patológica que envolve os exames macro e microscópico e molecular de órgãos e tecidos obtidos através de procedimentos cirúrgicos ou biópsias obtidas por procedimento invasivo (endoscopia ou radiologia intervencional).

O exame anatomopatológico constitui uma consulta entre especialistas médicos; após a análise do espécime, o Patologista redige um laudo que é encaminhado ao colega requisitante.

Cuidados na coleta e fixação

  • Coletar o material e imediatamente imergi-lo em solução tamponada de formalina (formaldeído 10%), em volume de 6-10 vezes o equivalente ao volume do tecido. Idealmente, o material não deve ser mantido por tempo superior a 24h no fixador.
  • Identificar o recipiente que contém o espécime.
  • Encaminhar ao laboratório acompanhado da requisição devidamente preenchida.
Voltar para o topo

2. Citopatologia Convencional ou Papanicolaou

O que é Citopatologia?

A Citopatologia, também por vezes chamada Citologia, é a área da Anatomia Patológica que estuda e diagnostica doenças com base nas características celulares da amostra coletada. A amostra pode ser obtida por exfoliação ou por punção aspirativa e ser processada pela metodologia convencional ou transferida para um fixador líquido (citologia de base líquida).

O que é Citopatologia Convencional ou Papanicolaou?

A citologia exfoliativa se vale da propriedade que os tecido têm de exfoliar ou descamar células, que podem ser coletadas, coradas e examinadas quanto a suas características morfológicas.

Partindo desse princípio, e exame de Papanicolaou foi introduzido em 1941, com ampla aceitação, tendo sofrido poucas modificações desde então. Sua aplicação primordial foi na detecção precoce do câncer do colo uterino, que, nessa época, era o segundo câncer mais frequente entre as mulheres norte-americanas.

A possibilidade de erradicar uma doença letal pela descoberta de lesões pré-malignas insuspeitas, através de um exame rápido, não-invasivo e de custo acessível, permitiu a implementação do exame em larga escala na população e a diminuição da mortalidade pelo câncer do colo uterino.

Cuidados na coleta e fixação

  • Esfregaços: Coletar o material com espátula ou escova e dispersá-lo sobre a lâmina exercendo leve pressão. Imergir imediatamente a lâmina em frasco contendo álcool 90%. Identificar a amostra e encaminhar ao laboratório com a requisição devidamente preenchida.
  • Líquidos / fluidos: Acondicionar o material em tubo, frasco ou seringa, adicionando álcool 70% ao fluido, em volume equivalente ao da amostra a examinar. Identificar a amostra e encaminhar ao laboratório com a requisição devidamente preenchida.
Voltar para o topo

3. Citopatologia de Base Líquida

O que é Citopatologia de Base Líquida?

Apesar da grande contribuição do exame de Papanicolaou para o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero, a citologia convencional tem limitações para reduzir ainda mais esses índices, como demonstraram os estudos epidemiológicos das últimas quatro décadas. Tais limitações se devem, principalmente, aos procedimentos de transferência e fixação do material coletado.

O esfregaço obtido pelo exame convencional, em muitas situações, apresenta-se espesso, com distribuição irregular e presença de sangue e/ou células inflamatórias, resultando em amostras insatisfatórias, limitadas ou com resultados falso-negativos ou falso-positivos.

Na tentativa de solucionar estes problemas surgiu a citologia de base líquida, um processo pelo qual o profissional coleta a amostra e imediatamente a transfere para um líquido fixador, com preservação da totalidade das células colhidas.

Método e cuidados na coleta

1. Obtenção do material:
  • Amostra cérvico-vaginal - Coloque a escova/pincel no canal cervical. Faça leve pressão com a escova, segurando-a pelo cabo entre o polegar e o indicador, e gire a escova 05 vezes no sentido horário;
2. Deposite a amostra coletada juntamente com o instrumento de coleta no frasco coletor. Feche o frasco e identifique a paciente na etiqueta;

3. Preencha a requisição e envie ao laboratório.
Voltar para o topo

4. Imunocitoquímica e Imuno-histoquímica

O que são Imunocitoquímica e Imuno-histoquímica?

Imuno-histoquímica e imunocitoquímica são técnicas que empregam anticorpos para detectar, localizar e quantificar proteínas específicas.

Essas técnicas são de extrema utilidade para o diagnóstico correto de tumores com morfologia similar e para determinar as propriedades biológicas de um tumor, que podem orientar seu melhor tratamento. Essas técnicas podem ser realizadas em tecido já emblocado em parafina (imuno-histoquímica) ou em líquidos corporais obtidos através de punção aspirativa (imunocitoquímica).

Método e cuidados no resgate da amostra

  • Imuno-histoquímica: esta técnica é executada em material fixado em formalina e emblocado em parafina, isto é, tecidos submetidos à fixação e processsamento convencional;
  • Imuno-citoquímica: esta técnica pode ser aplicada em esfregaços e preparados citológicos fixados.
Voltar para o topo

5. Hibridização in situ

O que é Hibridização in situ?

Hibridização in situ é uma técnica de Patologia Molecular que é capaz de identificar seqüências específicas de DNA e RNA (moléculas de material genético) em tecidos. FISH E CISH são modalidades dessa técnica em que o produto da hibridização é marcado, respectivamente, através de fluorescência ou de um corante.

Método e cuidados no resgate da amostra

  • Esta técnica é executada em material fixado em formalina e emblocado em parafina, isto é, tecidos submetidos à fixação e processsamento convencional.
Voltar para o topo

6. Captura Híbrida

O que é Captura Híbrida (CH)?

A captura híbrida (CH) é um teste de Patologia Molecular que usa seqüências RNA (material genético) do vírus HPV. Essas seqüências são capazes de se parear (hibridizar) com o seu alvo, que é o genoma do vírus HPV que pode estar presente na amostra que se deseja testar.

Os pares de RNA-DNA viral são então capturados e incubados com um conjugado de fosfatase alcalina, que amplifica o sinal da reação e forma um substrato estável. A leitura do teste é totalmente automatizada e transmitida a um computador, que analisa os dados e emite sua interpretação.

Método e cuidados

  • Solicite o kit específico para coleta de CH ou dirija-se ao CITOPAR.
    Dispomos de equipe especializada em orientar a coleta.

Voltar para o topo

7. Necrópsia / Verificação de óbito perinatal

O que é e para que serve a Necropsia / Verificação de óbito perinatal?

A necrópsia, necropsia ou autópsia é o procedimento pelo qual tenta-se estabelecer as causas e o modo como ocorreu a morte.
A necrópsia perinatal é realizada em indivíduo natimorto ou neomorto e procura definir se a morte decorreu de processo agudo ou crônico, ligado a condições da mãe ou do feto, diagnosticar malformações e doenças hereditárias e com isso orientar o futuro planejamento familiar. Voltar para o topo

8. Exame Transoperatório (Biópsias de congelação)

O que é e para que serve o Exame Transoperatório (Biópsias de congelação)

O exame transoperatório ou biópsia de congelação é um exame solicitado pelo cirurgião e realizado pelo patologista durante o ato operatório, cuja resposta deverá orientar a conduta que o cirurgião tomará no decorrer do procedimento. Usualmente, esse exame é requisitado para saber se uma lesão é benigna ou maligna, o grau de invasão de um tumor e a possibilidade de comprometimento de margens ou linfonodos.

Esse exame é realizado mediante agendamento prévio, com no mínimo 24h de antecedência por telefone e/ou email. Voltar para o topo

9. Assessoria técnico-científico para trabalhos acadêmicos e de pesquisa

Nossa equipe técnica está capacitada a auxiliar na coleta e processamento de material de teses e trabalhos científicos, confecção e interpretação de lâminas, incluindo histoquímica e imuno-histoquímica. Voltar para o topo