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A Patologia Cirúrgica é a área da Anatomia Patológica que envolve os exames macro e microscópico e molecular de órgãos e tecidos obtidos através de procedimentos cirúrgicos ou biópsias obtidas por procedimento invasivo (endoscopia ou radiologia intervencional).
O exame anatomopatológico constitui uma consulta entre especialistas médicos; após a análise do espécime, o Patologista redige um laudo que é encaminhado ao colega requisitante.
A Citopatologia, também por vezes chamada Citologia, é a área da Anatomia Patológica que estuda e diagnostica doenças com base nas características celulares da amostra coletada. A amostra pode ser obtida por exfoliação ou por punção aspirativa e ser processada pela metodologia convencional ou transferida para um fixador líquido (citologia de base líquida).
A citologia exfoliativa se vale da propriedade que os tecido têm de exfoliar ou descamar células, que podem ser coletadas, coradas e examinadas quanto a suas características morfológicas.
Partindo desse princípio, e exame de Papanicolaou foi introduzido em 1941, com ampla aceitação, tendo sofrido poucas modificações desde então. Sua aplicação primordial foi na detecção precoce do câncer do colo uterino, que, nessa época, era o segundo câncer mais frequente entre as mulheres norte-americanas.
A possibilidade de erradicar uma doença letal pela descoberta de lesões pré-malignas insuspeitas, através de um exame rápido, não-invasivo e de custo acessível, permitiu a implementação do exame em larga escala na população e a diminuição da mortalidade pelo câncer do colo uterino.
Apesar da grande contribuição do exame de Papanicolaou para o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero, a citologia convencional tem limitações para reduzir ainda mais esses índices, como demonstraram os estudos epidemiológicos das últimas quatro décadas. Tais limitações se devem, principalmente, aos procedimentos de transferência e fixação do material coletado.
O esfregaço obtido pelo exame convencional, em muitas situações, apresenta-se espesso, com distribuição irregular e presença de sangue e/ou células inflamatórias, resultando em amostras insatisfatórias, limitadas ou com resultados falso-negativos ou falso-positivos.
Na tentativa de solucionar estes problemas surgiu a citologia de base líquida, um processo pelo qual o profissional coleta a amostra e imediatamente a transfere para um líquido fixador, com preservação da totalidade das células colhidas.
Imuno-histoquímica e imunocitoquímica são técnicas que empregam anticorpos para detectar, localizar e quantificar proteínas específicas.
Essas técnicas são de extrema utilidade para o diagnóstico correto de tumores com morfologia similar e para determinar as propriedades biológicas de um tumor, que podem orientar seu melhor tratamento. Essas técnicas podem ser realizadas em tecido já emblocado em parafina (imuno-histoquímica) ou em líquidos corporais obtidos através de punção aspirativa (imunocitoquímica).
Hibridização in situ é uma técnica de Patologia Molecular que é capaz de identificar seqüências específicas de DNA e RNA (moléculas de material genético) em tecidos. FISH E CISH são modalidades dessa técnica em que o produto da hibridização é marcado, respectivamente, através de fluorescência ou de um corante.
A captura híbrida (CH) é um teste de Patologia Molecular que usa seqüências RNA (material genético) do vírus HPV. Essas seqüências são capazes de se parear (hibridizar) com o seu alvo, que é o genoma do vírus HPV que pode estar presente na amostra que se deseja testar.
Os pares de RNA-DNA viral são então capturados e incubados com um conjugado de fosfatase alcalina, que amplifica o sinal da reação e forma um substrato estável. A leitura do teste é totalmente automatizada e transmitida a um computador, que analisa os dados e emite sua interpretação.
A necrópsia, necropsia ou autópsia é o procedimento pelo qual tenta-se estabelecer as causas e o modo como ocorreu a morte.
A necrópsia perinatal é realizada em indivíduo natimorto ou neomorto e procura definir se a morte decorreu de processo agudo ou crônico, ligado a condições da mãe ou do feto, diagnosticar malformações e doenças hereditárias e com isso orientar o futuro planejamento familiar.
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O exame transoperatório ou biópsia de congelação é um exame solicitado pelo cirurgião e realizado pelo patologista durante o ato operatório, cuja resposta deverá orientar a conduta que o cirurgião tomará no decorrer do procedimento. Usualmente, esse exame é requisitado para saber se uma lesão é benigna ou maligna, o grau de invasão de um tumor e a possibilidade de comprometimento de margens ou linfonodos.
Esse exame é realizado mediante agendamento prévio, com no mínimo 24h de antecedência por telefone e/ou email. Voltar para o topo
Nossa equipe técnica está capacitada a auxiliar na coleta e processamento de material de teses e trabalhos científicos, confecção e interpretação de lâminas, incluindo histoquímica e imuno-histoquímica. Voltar para o topo